quinta-feira, 26 de agosto de 2010

porém, com náuseas.

"Now I'm a priest teenager

On a tower of dust

I'm a dead generator

In a cloud of exhaust

I eat alone in the desert

With skulls for my pets

I rate the days, one to ten

With lead cigarettes" - Beck

É estranho estar em meio a este quarto com essa parede completamente coberta pelo branco, as garrafas de vinho estão pela metade, acendo mais um cigarro, dos...15? que fumara em menos de uma hora. A música toca nas minhas caixinhas de som de péssima qualidade. No prato sujo de gordura deixado ali à mais ou menos 3 semanas, pousava uma imensa mosca.
Fiz mais um ‘carreira’, num instante senti todos os meus membros se agitarem como se não domasse mais o meu corpo, minhas pupilas dilataram.
Quero que música fique mais alta, quero gritar, explodi. Terminei de fumar aquele cigarro de maconha, deitado no chão toda a pressão do mundo, toda a lei da gravidade resolveu cair sobre o meu corpo; me senti imerso em uma imensa bolha, porém quanto mais a bolha dilatava mais a pressão aumentava, a bolha foi perdendo a sua condição de bolha, como numa transubstanciação a ‘bolha’ havia perdido sua exterioridade, agora eu havia deparado com a minha intuição, com a ‘realidade’ que compunha minha intuição. Não consigo escrever sobre isto, aliás quem consegue?
Voltei! Acendi mais um cigarro. Droga preciso terminar isto...



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